quinta-feira, 1 de julho de 2010

UM DIA PARA SE ESQUECER


Acordamos nesse dia com 4 coisas importantíssimas para resolver: Internet, Gps, Troca de uma passagem da Kulula e venda de alguns
tickets urgentes.
Acordamos e fomos para o centro de Johannesburg para assistir Holanda x Dinamarca, começamos a assistir e depois ficamos andando lá
na praça para pegar alguns mapas.
Depois conhecemos um brasileiro gaúcho chamado Diego e ficamos lá conversando, fizemos uma matéria pra uma tv da Índia e continuamos lá.
Um sul-africano que tínhamos pedido informação e trabalhava de voluntário da copa, ficou o tempo todo do nosso lado.
O mais importante de todos os ítens eram a venda de uns tickets que poderíamos perder, então fomos a pé a uma estação de trem que teoricamente
teria um lugar aonde conseguiríamos resolver isso...
Chegando lá não tinha a cabine de ingressos e teríamos que ir urgentemente a um guichê e o que veio à nossa cabeça foi o do aeroporto e o sul-
africano sugeriu que fôssemos de trem, como eram só 6 rands, fomos na barca, eu, Pará e Diego junto com o sul-africano. Chegando no trem, o
lugar era tão feio que o Diego saiu correndo e voltou. Pará e eu continuamos mesmo sabendo que o trem demoraria uns 40 minutos ou mais até
o aeroporto. O sul-africano iria descer alguns pontos antes do nosso mas conseguimos convencê-lo de deixar a gente lá no aeroporto que arrumávamos
um jeito de deixá-lo em casa, já que aparentemente não era tão longe da nossa.
Bom, o esperto foi o Diego, o trem começou a andar e passar por uns lugares cabulosos, sinistros, coisa de filme e entrar pessoas que... puta que pariu,
davam medo só de olhar...
fui quietinho, de cabeça baixa, tranquilo, o único branco do trem... e todos me olhando como se eu fosse um et...
a sorte é que eu estava com 2 coisas que são um ótimo passaporte aqui na áfrica, camisa e bandeira do Brasil.
Chegou um moçambicano bêbado dentro do trem (aqui tem muitos moçambicanos, e vários deles bêbados) e perguntou se eu era do Brasil, em português.
E eu disse que sim e o cara ficou doido, disparou a falar e eu fiquei conversando com ele e de vez em quando ele traduzia para todos do trem em zulu,
idioma local. E as vezes alguns riam e tal...
E assim foi tranquilo até esse cara descer.
No mesmo ponto entraram uns caras que achei que fossem matar a gente, tipo uma gangue.
Mas graças a Deus, o Brasil nos salvou novamente, os caras mal-encarados perguntaram se éramos do Brasil e lascaram em falar de futebol, em inglês, e nós
levando a conversa numa boa. Já não estávamos muito longe do aeroporto e juntou uma galera em volta de nós falando de futebol e eu soltei um palavrão em
inglês xingando o Dunga e todos do trem riram. Foi muito engraçado.
Todos aqui na África perguntam porque o Ronaldinho Gaúcho não foi pra Copa e eu falei que não sabia e que o Dunga era um filho da puta!
Esse palavrão foi uma das salvações.
Logo chegamos ao aeroporto e lá não conseguimos resolver nossas coisas, demoramos pra caramba e o trem pro cara voltar pra casa fechou, tivemos que pagar
um táxi pra levar ele pra casa dele.
Na hora de despedir do cara, dei uma camisa do Brasil com o nome do RONALDINHO pra ele, ele ficou feliz da vida.
Ele merecia porque se não fosse ele, provavelmente estaríamos mortos, heheehe.

Na foto: Pará, Jack e eu saindo da porra do trem!

2 comentários:

  1. Nuuuuu, q medoooooo!!!
    Mas sempre tem anjinhos da guarda nesses lugares estranhos, q depois q passa tudo, a gente dá um belisquinho pra ver se não foi sonho...
    Esses dias q são os mais engraçados de contar depois.
    E super legal vc ter dado a camisa do Brasil pra ele, massa! Ele deve ter se amarrado!
    Continue atualizando!
    Beijinhos!!!

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